Após 6 meses de paralisação, estudos e análises, chegou ao fim nessa terça-feira (30/07) a intervenção da Prefeitura do Rio de Janeiro no sistema de transporte BRT.

O serviço de transporte voltará a ser assumido pela Rio Ônibus com um acordo que inclui a compra de 150 novos veículos, a recuperação de outros 90, o investimento de até R$6 milhões por ano na segurança do sistema e de R$18 milhões na reforma das estações.

O consórcio também tem a intenção de criar uma empresa para gerenciar somente o BRT. Além de fazer a reabertura das estações da Avenida Cesário de Melo (corredor Transoeste, que liga Santa Cruz a Campo Grande) que conta com 22 estações que, atualmente, estão em estado de abandono total. Desativadas há mais de um ano, algumas estações foram vandalizadas e depredadas. Outras estão servindo de abrigo para pessoas em situação de moradores de rua.

brt transoeste

A intervenção da Prefeitura no BRT começou em 29 de Janeiro e o relatório final apontou diversos erros estruturais nas obras dos corredores e estações.

O trecho da Transoeste, por exemplo, foi planejado para receber por dia 135 mil passageiros. Mas, diariamente, chega a receber 250 mil. Já o Terminal Santa Cruz, foi construído 3 vezes menor do que realmente deveria ser. Deixando os passageiros expostos em enormes filas sem cobertura.

O relatório do interventor sugere, além da reabertura do trecho da Transoeste, uma gradual substituição da frota por ônibus elétricos. Ele ainda aponta que deixará o sistema com R$4 milhões em caixa.

Ele sugere também que a pista do corredor Transoeste deve ser reconstruída e que deveriam ser utilizados ônibus com roletas para que seja possível diminuir o número de calotes.

Para acabar com os calotes, um dos principais problemas do sistema BRT, outra solução sugerida no relatório do interventor seria a instalação de catracas na saída das estações. Para que possa ser verificado se o passageiro pagou ou não pagou para fazer a viagem. Outra proposta, que já está em curso, é a fiscalização feita com máquinas parecidas com as utilizadas pelo sistema de transporte VLT.

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