Nesta sexta-feira (30/08), o prefeito Marcelo Crivella afirmou que as escolas de samba que desfilam na Sapucaí não receberão auxílio financeiro da prefeitura para o carnaval de 2020.

“As escolas do Grupo Especial não vão mais receber subvenção da prefeitura, que decidiu que não vai dar mais subvenção para nenhum evento que cobre ingresso. Então permanece o réveillon, permanece o carnaval de rua da Intendente Magalhães, permanecem outros eventos da cidade. Mas os que cobram ingresso, como o Rock in Rio, o carnaval da Sapucaí e outros que têm renda, esses não vão receber mais subsídios da prefeitura”, declarou o prefeito.

Estão em andamento negociações para que o Sambódromo seja
transferido para o governo do estado.

Essa decisão se refere, apenas, às escolas que desfilam na Sapucaí e aos eventos que cobram ingresso. Eventos como o Réveillon do RJ e o Carnaval da Intendente Magalhães continuarão recebendo os recursos normalmente.

Segundo o presidente da Riotur, Marcelo Alves, a Prefeitura deve manter em 2020 o apoio às escolas das Séries B, C, D e E, que desfilam na Intendente Magalhães (Campinho, na Zona Norte do RJ) e para as escolas de samba mirins, que se apresentam na terça-feira de carnaval no Sambódromo.

“Para essas escolas vamos manter os valores das subvenções repassadas para o carnaval deste ano. Para as escolas da Intendente foram cerca de R$ 2 milhões. E já temos garantido R$ 27 milhões para a realização do carnaval de rua. Continuamos em conversas com empresas que querem investir, colocar sua marca no carnaval do Rio, que é um evento que reúne sete milhões de pessoas”, declarou Marcelo Alves.

Até 2016, o subsídio pago chegou a R$2 milhões, por cada escola de samba. Em 2018, junto com o auxílio de uma empresa de aplicativo de transporte, cada escola recebeu R$1,5 milhão. Já este ano, antes do desfile, a Prefeitura pagou R$500 mil por cada escola do Grupo Especial para a preparação do carnaval.

Crivella também disse que está em conversação a transferência para o governo do estado: “o governador disse que teria interesse em fazer o carnaval do Sambódromo. Eu acho bom. Porque o carnaval traz para a cidade muitos turistas que vão se hospedar”.

Marcelo Alves também destacou que existe uma chance das escolas que desfilam na Sapucaí receberem auxílio do estado ou da União através das leis de incentivo à cultura. Ele explicou que: “o governo do estado se mostrou bastante propenso a ajudar. E o estado e o governo federal têm o benefício de poder usar mecanismos de incentivo à cultura para investir no carnaval. Espero que eles possam ajudar porque a prefeitura não tem condições para isso.”

Alves declarou também que espera que as negociações de transferência do Sambódromo para o governo do estado “já estejam em fase final porque o Sambódromo é um equipamento importante e que precisa de reformas. Evidentemente, que a prefeitura quer manter alguns projetos, como o do Setor 11. Temos contratos e um projeto turístico, o Carnaval Experience, que deve estrear em março de 2020 – previsto inicialmente para começar em outubro de 2018 -, que é a utilização turística dos camarotes para uma experiência do carnaval do Rio. É um projeto importante de atração de turistas e que vai trazer novas receitas para o município.”

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