Os funcionários dos Correios decretaram greve geral por tempo indeterminado à partir da manhã desta quarta-feira (11/09). Os sindicatos de 20 estados e do Distrito Federal confirmaram adesão à greve.

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) afirmam que a greve é geral e que todos os 36 sindicatos de trabalhadores dos Correios aderiram ao movimento.

A greve da categoria se deve ao fato de que os trabalhadores são contra a privatização da estatal e pedem a reposição da inflação do período, além de quererem também a reconsideração da retirada de pais e mães do plano de saúde, melhores condições de trabalho e outros benefícios.

“Mesmo com a mediação do TST, a empresa não recebe os representantes dos trabalhadores há mais de 40 dias e se nega a negociar, pois insiste em reduzir benefícios que rebaixariam ainda mais o salário da categoria, que já é o pior entre todas as estatais”, declarou a Fentect.

Segundo os Correios, a greve “não afeta os serviços de atendimento da estatal”. Em nota, a empresa informou que já colocou em prática um “plano de continuidade de negócios para minimizar os impactos à população”. E disse que, pela manhã, 82% do efetivo total estava trabalhando regularmente.

A direção dos Correios informou que participou de 10 encontros com os representantes dos trabalhadores para que fossem apresentadas propostas, dentro das condições possíveis, “considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões”. A empresa também afirmou que a paralisação dos funcionários agrava ainda mais a situação econômica da estatal e declarou que “os Correios contam com a compreensão e responsabilidade de todos os seus empregados, que precisam se engajar na missão de recuperar a sustentabilidade da empresa e os índices de eficiência dos serviços prestados à população brasileira”.

Situação da greve no Rio de Janeiro
Na manhã desta quarta-feira, na capital do RJ, os funcionários dos Correios fizeram uma manifestação na porta do Centro de Tratamento de Encomendas em Benfica, na Zona Norte.

Os grevistas atravessaram caminhões na via para impedir a entrada e saída de encomendas e Policiais militares do 22º batalhão da Maré acompanharam o protesto para tentar impedir que os manifestantes interditassem o trânsito na Rua Leopoldo Bulhões, em frente ao Centro de Distribuição.

Já no sul do RJ, os funcionários de 3 cidades aderiram à greve. Em Paracambi e Volta Redonda o serviço de entrega de encomendas foi paralisado. E um carteiro aderiu à greve em Paulo de Frontin.

Nas demais cidades os funcionários seguem trabalhando normalmente e o serviço de distribuição de correspondências não foi afetado.

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