Um projeto de lei em tramitação na Alerj e na Câmara dos Deputados, em Brasília, pretende antecipar para segunda-feira todos os feriados entre terças e sextas-feiras, menos o Carnaval.

A proposta dos deputados Anderson Moraes (do PSL), Alexandre Freitas e Chicão Bulhões (ambos do Novo) estica o final de semana, porém, acaba com os pontos facultativos que os prolongam. Segundo eles, esse prolongamento em demasia dos dias sem trabalho, impacta diretamente o comércio.

O IFec RJ apurou, em uma pesquisa com o empresariado do estado do Rio, que 60,9% concordam em antecipar para segunda-feira todos os feriados que caírem
nos dias úteis da semana, com exceção de algumas datas especiais.

Representantes do setor, inclusive lojistas, apoiam a proposta. Aldo Gonçalves, do Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDLRio), diz que
“não há dúvida que este excessivo número de dias parados prejudica o comércio. E não são apenas os empresários que perdem. Perde o governo, que deixa de arrecadar impostos, os comerciários que deixam de vender, e o consumidor que não pode comprar”. E para João Gomes, economista da Fecomércio-RJ, “o excesso de feriados, ainda mais em um momento de crise, prejudica a economia”.

O Instituto Fecomércio de Análises e Pesquisas (IFec RJ) apurou, em uma pesquisa com o empresariado do estado do Rio, que 60,9% concordam em antecipar para segunda-feira todos os feriados que caírem nos dias úteis da semana, com exceção de algumas datas especiais. E apenas 18,1% afirmaram que isso seria péssimo.

Para 58,6% dos empresários ouvidos, o alto número de feriados ao longo do ano prejudica a economia de alguma forma. E para 51,5% dos comerciantes o custo com funcionários que trabalham nos feriados não influencia em sua decisão de não abrir o estabelecimento. Mas sim o fraco movimento, apontado por 31,3%, como a principal razão de concordarem com o projeto.


Mario Xavier, gerente da loja de tecidos Casas Lealtex (no Saara, Centro do Rio) diz que “o comércio precisa estar aberto, se não os turistas vêm e encontram lojas fechadas. Com esse projeto, o movimento pode aumentar. Quando é ponto facultativo o movimento cai muito”. Ivonete Beatriz, das Lojas Aidan relata que “de qualquer maneira, no feriado trabalhamos. Mas o projeto pode dar mais movimento às lojas”. Já a advogada Aline Soaper afirma que “nos dias úteis entre os feriados, os ‘enforcados’, as vendas diminuem em até 50% e impactam negativamente o resultado do comércio. Com essa mudança a previsão é que a perda com os feriados prolongados seja diminuída e torne o cenário melhor”.

Responder